sábado, 18 de outubro de 2014

Escravo de uma Suposta Autonomia

O documentário “A Servidão Moderna” me dá medo, uma certa angústia, um alerta de quem é o escravo da atualidade e como é contraditório essa construção de verdades infinitas, de justificação da sua própria servidão a algo que é impossível de se destruir, o poder, que vai se ramificando continuamente em necessidades infinitas que é lançado em busca de uma felicidade baseada em um ideal de consumo que traga realização completa.
Para tanto, o homem deve possuir sempre o melhor para poder estar feliz e isto se aplica a tudo que deve consumir, desde a alimentação que dispõe da vida de “seres inferiores” em nome de sua satisfação, a recursos naturais, a superação ao outro, a afirmação do seu ser em relação a si mesmo. O homem é em si uma mercadoria, pois serve de maneira subjetiva ou não a estabelecer para si verdades nas quais precisa acreditar e que resulta numa consolação absoluta de gratificações programadas que passam por uma realidade de uma obediência generalizada e sem a compreensão de o porquê de ter que obedecer o estabelecido.
A espera por alcançar a felicidade a partir do ter, do possuir é se elevar e em fim, não ser posto fora do sistema escravista que reproduz um paralelo de felicidade cada vez mais idealizada pelo próprio sistema que a tudo planifica em modelos. Tudo se passa em uma satisfação nunca satisfeita, a não ser por raros momentos de prazer ou de uma construção que busca “conscientizar” que o banal é algo sempre planificado onde a possibilidade de escolher é meramente uma ilusão que visa conservar o ‘status quo’ e evitar a destruição do próprio poder que faz de tudo um comércio, inclusive quem se é.
Por fim, o homem é uma mercadoria, desde seu nascimento até mesmo depois que o colocam no caixão, por exemplo, sou uma mercadoria para a faculdade, logo mais, serei para o mercado de trabalho e depois serei mais escravo do capitalismo, das satisfações que o sistema pode me oferecer (triste).


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Por Helena Ferreira Deixa eu falar agora sobre responsabilidade afetiva. Você sabe o que significa? Você tem? Veja só: se você co...