quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Os Conceitos do Preconceito

A ideia de uma raça perfeita é um conceito ideológico utilizado para justificar atrocidades como os que ocorreram na Segunda Guerra Mundial, contudo, esse racismo científico não se sustenta, pois na realidade é uma historicidade falseada por mera construção de conceitos que tem como claro objetivo universalizar características físicas que constituem mera aparência que não retratam de fato o que se é biologicamente.
            Quando se considera o conceito de raça levando em conta a biologia mais especificamente a ideia de evolução de Darwin se estabelece a meritocracia racial que se baseava nas capacidades intelectuais a partir das relações com as questões econômicas e culturais e nestes pontos havia uma tendência para se determinar a superioridade Europeia.
            Esta é a linha ideológica que o racismo científico segue como principal vertente para justificar a superioridade racial que está intimamente relacionada com questões de exploração continental e dominação europeia da África que subjugou homens iguais (africanos) a preconcepção de inferioridade onde se justificou meramente o imperialismo, ou seja, nada além de um desejo de poder sobre o outro, impondo sua cultura e visão de mundo como verdade absoluta e permitindo a exploração econômica e escravidão de todo um povo.
            O racismo é presente no inconsciente coletivo da cultura europeia ainda nos dias de hoje quando de maneira deliberada dita regras do que seria ou não civilizado não apenas enquanto atitude, mas ao que seja ou não científico quando lhe é conveniente, esta admite uma verdade científica que de alguma maneira a favoreça, os simbolismos se caracterizam a tal modo que representações históricas são idealizadas a fim de sempre reafirmar a superioridade europeia e isso se provou historicamente inclusive na Colonização Brasileira por Portugal.
            No Brasil a questão racial retrata bem de que maneira se dá a dominação de uma chamada tribo que deve segundo a idealização ser transformada em nação; este objetivo foi perseguido sistematicamente pelos portugueses e o primeiro passo se deu com a escravização dos índios, justificada por uma superioridade racial e por uma necessidade civilizatória dos selvagens não respeitando suas crenças e tradições culturais e impondo uma aceitação religiosa onde os  índios para serem considerados humanos eram catequizados pelos jesuítas.
            O negro por sua vez também escravizado era considerado meramente um animal sem a possibilidade de salvação tendo apenas importância como força de trabalho e economicamente não sendo considerado mais que uma mercadoria que foi libertada por razões de sustentação econômica do país naquele momento, nada houve de heroico ou se quer de reconhecimento com relação a forma criminosa que este povo foi tirado de sua terra para ser escravizado de forma aviltante  e que jamais será reparado sob qualquer justificativa histórica ou científica.
            Portanto, seja com uma concepção europeia ou americana a discriminação racial é um instrumento de dominação das potências econômicas que impondo ideologicamente não apenas o que se deve consumir, mas em especial em que se deve acreditar segue hegemônica sempre reafirmando a superioridade racial de acordo com suas conveniências.


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