segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Deus

1. Para o crente, Deus é o Ser transcendente e perfeito, criador do Universo e, segundo os dogmas, responsável por tudo o que nele acontece (Providência).
1.2. Para o descrente, Deus é uma ilusão antropomórfica construída a partir de uma extensão ao infinito das qualidades humanas, e cuja origem reside, segundo os pontos de vista, na necessidade de se ter segurança ou num estado da afetividade que vai até a patologia. Ver ateísmo.

2. No pensamento filosófico, Deus é um absoluto visado numa fé, num sentimento interior, não constituindo o objeto de um saber racional. Não se trata do Deus criador dos teólogos, mas dá razão última da harmonia das coisas. Porque a máquina complexa do mundo exige um relojoeiro, e sua perfeição supõe um ser perfeito. Não se trata, como dizia Pascal, do "Deus de Abraão de Isaac e de Jacó", mas do "Deus dos sábios e dos filósofos".

3. Para a concepção teísta, Deus é o Ser absoluto, princípio da existência, ser em si e por si, pessoal e distinto do mundo. Considerado como onipotente, onisciente, imutável, eterno (e outros atributos), como princípio de inteligibilidade e de verdade. Como princípio de perfeição moral, de amor, de soberana bondade, de justiça suprema, devendo ser objeto de um amor total por parte dos homens.

4. Para a concepção panteísta, Deus é o ser supremo imanente (não transcendente) à Natureza, isto é, substancialmente idêntico ao mundo: Deus sive Natura, dizia Espinosa.

5. A escolástica e, posteriormente, a filosofia clássica tentaram estabelecer provas da existência de Deus cabendo ao filósofo fornecer à fé uma base racional. Kant, reconhecendo que se trata de um uso ilegítimo da razão, reduz essas "provas" a três: a) a prova físico-teológica: a ordem que se manifesta no mundo não pode ser compreendida sem um desígnio superior, uma finalidade; portanto, há um ser inteligente que é a causa dessa ordem das coisas; b) a prova cosmológica: a existência contingente do mundo exige um ser absolutamente necessário; c) a prova ontológica: a ideia de Deus é a de um Ser tendo todas as perfeições; um tal Ser não pode não existir, pois não seria mais o ser possuindo todas as perfeições; faltar-lhe-ia uma, a de existência. Portanto, a ideia de Deus é a única que nos obriga a sair da ideia e afirmar a realidade do objeto da qual ela é a ideia. Contudo, recusando à metafísica suas pretensões ao conhecimento, Kant conclui que Deus só pode ser conhecido como postulado da razão prática (da moral).

6. O conceito de divindade possui uma universalidade que se manifesta na oposição, existente em todas as sociedades entre o sagrado e o profano, sendo mesmo anterior a todo tipo de religião. Quanto à crítica da ideia de Deus, dirige-se sobretudo à interpretação de um ser pessoal (o panteísmo concebe Deus como imanente ao mundo). Além de Nietzsche, que prega "a morte de Deus", muitos ateus reduzem a teologia a um problema antropológico, Deus sendo um produto da sociedade (Comte. Marx) ou da instância parental (Freud). Ver deísmo: teísmo.

Encontrado em uma busca na internet, não salvei o link. Achei interessante compartilhar com vocês.

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