domingo, 12 de março de 2017

Porque Algumas Pessoas São Promovidas e Outras Não?

De Carla Weisz
O profissional que quer se destacar, precisa estar disposto a aprender, investir em seu autodesenvolvimento, independente do que a organização oferecer como treinamento.
Em cada organização, existe uma cultura própria. Algumas valorizam verdadeiramente meritocracia, ou seja, mérito e reconhecimento são consequência do resultado alcançado. Outras até dizem valorizar, mas na prática, não valorizam a meritocracia e existem aquelas que, deliberadamente não valorizam e nem praticam a meritocracia.
Hoje, vou a falar sobre as empresas que genuinamente aplicam a meritocracia e por quê algumas pessoas são promovidas nestas organizações.
Em primeiro lugar, para ter sucesso neste tipo de organização, é fundamental o profissional estar alinhado aos valores corporativos, se ajustar a cultura, entregar os resultados estipulados e que foram acordados e fazer algo a mais, fazer seu melhor, não só o que é possível, pois se você pode fazer o melhor e se satisfizer com o possível, está se contentando com um resultado mediano e em geral, só os melhores são promovidos e não os medianos.
Observei muitas pessoas serem contratadas por apresentarem um ótimo curriculum, mas não terem atitudes coerentes com a cultura organizacional ou com as competências vigentes e serem demitidos por seus comportamentos ou mesmo tiveram a carreira estagnada. E isto fica mais concentrado, quando se trata de cargos de gestão. Quanto mais você crescer, mais as competências emocionais serão fundamentais, por isto, é tão importante dar inteligência as nossas emoções.
O profissional que quer se destacar, precisa estar disposto a aprender, investir em seu autodesenvolvimento, independente do que a organização oferecer como treinamento. Este profissional precisa ser tipo que assume responsabilidade por seus resultados e também deve atuar como protagonista.
Vale ressaltar que estar disposto a aprender tem relação com as competências de abertura e humildade. Como disse Epiteto, “é impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.” Se você ousar achar que já sabe tudo, mesmo sendo um especialista no assunto, estará perdendo a chance de aprender e crescer. A vida é uma constante mudança e para quem deseja crescer profissionalmente deve atualizar constantemente a mente. Nossa mente é como um software que precisa ser atualizada o tempo todo.
Outro fator importante que é preciso avaliar na hora de ter um emprego é trabalhar em uma empresa, cuja cultura organizacional você se identifica, pois, você corre o risco de nadar contra a maré. A cultura organizacional é o jeitão que uma organização faz as coisas, desde os comportamentos, escolhas dos líderes, quanto as políticas, processos e sistemas de recursos humanos. Neste sentido, é fundamental avaliar em primeiro lugar se as suas atitudes está de acordo com a cultura organizacional, praticar as competências definidas e ter atitude. Não espere, faça acontecer e faça com capricho. Capricho é fazer o teu melhor, nas condições que você tem, enquanto não tem condições melhores para fazer mais. Quer um exemplo: outro dia, pedi para a funcionária que trabalha em minha casa fazer um bolo de aniversário para minha filha. Pois bem, ela não só fez o bolo, como pegou uma fita cor de rosa, larga e colocou em volta do bolo e deu um laço. O bolo ficou lindo. Ela poderia ter feito apenas um bolo gostoso, teria entregado a meta, mas fez algo a mais e fez com capricho.
As carreiras ainda irão mudar muito e cada vez mais, cada profissional será responsável pelo seu crescimento. Existiu um tempo em que as organizações proviam de tudo e o funcionário esperava. Este tempo está acabando para muitas organizações e para outras já chegou ao fim. O momento agora é que cada vez mais, as pessoas devem ser responsáveis pelos resultados que entregam.
Quem deseja crescer deve apresentar resultados diferenciados, não se contentar em ter uma vida morna. Outro dia estava ministrando treinamento para um grupo de líderes e eles estavam realizando uma atividade, quando passei pelas mesas, ouvi um grupo dizendo: já fizemos metade e está bom.
Será mesmo? Penso diferente, quem se contenta em ficar na média, está se contentado com uma existência mediana e medíocre. Uma pessoa medíocre é aquela que podendo fazer o melhor, se contenta com o possível, com resultados medianos e não pode “ter” a pretensão de ser promovido, pois o crescimento nas empresas que estou falando, é para resultados excepcionais.
Como dizia Aristóteles: “a excelência não é um feito, mas um hábito. Somos aquilo que repetidamente fazemos”.

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